5 tecnologias capazes de potencializar a produtividade do setor sucroenergético

Modernização das operações é essencial para que o país mantenha sua posição à frente do mercado de cana-de-açúcar

21 junho 2022

Maior produtor global de cana-de-açúcar historicamente, o Brasil chegou a mais de 654,5 milhões de toneladas com a safra 2020/21, representando 23% da produção e 49% da exportação mundial, de acordo com a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA). Como a área plantada desse cultivo não deve aumentar de forma significativa, a tecnologia representa um pilar fundamental para a manutenção desse cenário de crescimento nos próximos anos.
“É por meio da modernização das propriedades e equipamentos que se garante a eficiência necessária para o alcance de bons resultados”, defende Rafael Borelli, Gerente Comercial de Soluções na divisão de Agricultura da Hexagon, que desenvolve ferramentas tecnológicas que integram planejamento, cultivo, colheita e transporte da matéria-prima. Com atuação em mais de 36 países, a empresa está envolvida atualmente nos processos de 46% da produção global de cana-de-açúcar. 
Pensando na importância desse avanço tecnológico, o especialista da Hexagon separou 5 instrumentos que são capazes de aumentar a produtividade do setor sucroenergético e que ainda têm potencial de crescer nas operações brasileiras. Confira:

1 - Planejamento de Colheita
Uma ferramenta essencial para quem busca maximizar a sua capacidade produtiva é um software para planejamento de colheita. Como o próprio nome diz, seu propósito é elaborar um plano otimizado para a colheita da cana-de-açúcar, definindo o período ideal de corte das áreas segundo critérios e restrições varietais, operacionais e logísticos. 
“O HxGN AgrOn Planejamento de Colheita permite traçar um plano de colheita de acordo com a necessidade de cada empresa, considerando tópicos como produção estimada por área, curvas de maturação, distribuição geográfica, previsões meteorológicas e até mesmo a demanda da indústria, entre diversos outros. Ele faz o planejamento conforme as demandas, baseado sempre em dados fiéis à realidade do campo”, aponta Borelli. 
Com apoio desse tipo de tecnologia, é possível fazer a colheita no momento de maior qualidade produtiva da matéria-prima, otimizando o retorno da produção. Além disso, torna-se mais simples realizar uma projeção da produção, analisar conflitos e gargalos do processo e ter agilidade para lidar com diferentes cenários a partir de simulações. 

2 - Monitoramento de Máquinas
Dados são o futuro do agronegócio — porém, para tê-los, é necessário apostar em sensores e softwares de monitoramento. Por conta disso, outro recurso de impacto no setor sucroenergético é o monitoramento de máquinas. Através dele, é possível registrar a posição das máquinas em campo e as atividades que estão sendo realizadas durante o cultivo e a colheita de segundo a segundo. 
Esse monitoramento também pode ser integrado com soluções pré-existentes na máquina e permite a configuração de alarmes para determinadas situações. Relatórios detalhados sobre rendimento e comportamento dos equipamentos, como área trabalhada, distância percorrida e velocidade, por exemplo, são gerados para análise.

3 - Sala de Controle
Para complementar o monitoramento das máquinas, é importante contar com uma tecnologia que trabalhe com a exibição e a gestão das informações obtidas em campo. Para isso, hoje existem as chamadas salas de controle — estruturas de centrais de comando que recebem dados dos locais de produção em tempo real, possibilitando um gerenciamento remoto e centralizado de todas as operações.
“Sua  interface fácil de usar permite que os gerentes visualizem mapas e relatórios, rastreiem as horas de trabalho e comparem as atividades executadas com as metas de planejamento”, explica o Gerente Comercial de Soluções. Além dessas análises de desempenho, o software permite a emissão de notificações e alertas de irregularidades, incidentes ou problemas de desempenho nas máquinas em tempo real, garantindo uma intervenção mais ágil.
No caso do produto da Hexagon, o HxGN AgrOn Sala de Controle,  ainda existem módulos dedicados especificamente para os processos de preparo do solo, plantio, cultivo e tratos, colheita e transporte da cana-de-açúcar.

4 - Alocação Dinâmica de Transbordo
Outra solução que ajuda a aumentar a eficiência das operações é o HxGN AgrOn Alocação Dinâmica de Transbordo, que foi desenvolvido pela divisão de Agricultura da Hexagon especificamente para o setor sucroenergético a partir de demandas reais de uma grande usina brasileira. O sistema é responsável pela sincronização do ritmo de corte das colhedoras com a movimentação dos transbordos, indicando o momento ideal para o deslocamento desses tratores. 
 A solução prevê quando o transbordo em uso atingirá seu limite e, a partir disso, chama de forma automática e otimizada um novo trator. Essa decisão considera critérios como as distâncias entre os equipamentos, tempos e rotas para movimentação e a sincronização de execução das atividades entre as máquinas. “Isso impede que a colhedora interrompa o corte da cana e reduz o tempo de espera por um novo transbordo para continuidade da operação, o que aumenta a produtividade dos equipamentos”, reforça Rafael Borelli.

5 - Otimização de Transporte
Com a finalização do ciclo local de logística, inicia-se a sincronização entre as máquinas agrícolas e os caminhões que farão o transporte para as usinas. O desafio solucionado por sistemas tecnológicos, nesse caso, é organizar as rotas para que não haja desperdício de tempo, atrasos ou paradas de equipamentos, falta local de capacidade ou custos desnecessários.  “Ao final do dia, a ideia é ter conseguido transportar o máximo possível de cana com o menor número de locomoções, maximizando a produtividade”, comenta Borelli.
 Na divisão de Agricultura da Hexagon, o software de otimização de transporte foi desenvolvido para que o caminhão chegue na frente de trabalho na hora ideal, garantindo que o fluxo de matéria-prima nas operações de corte, carregamento e transporte não seja interrompido, e se certificando de que o suprimento seja contínuo e tenha o menor prazo de entrega para a indústria. Com monitoramento e controle dos caminhões em tempo real, o sistema também decide o destino e rota de cada nova viagem através de um algoritmo de otimização de despachos.



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