A importância do rastreamento da matéria-prima na indústria sucroenergética

22 agosto 2019

Uma das maiores demandas tecnológicas do setor sucroenergético é ter à disposição de forma ágil um sistema com todos os dados relativos aos processos da colheita da cana-de-açúcar: localização geográfica da origem da matéria-prima, tamanho da área, quantidade colhida, número de máquinas e operadores envolvidos, rastreabilidade do produto durante o transporte etc. Isso com a garantia de confiabilidade das informações e em tempo real, antes mesmo da produção chegar à usina onde será processada. Há vários fatores que geram necessidade de rastreabilidade da matéria-prima por parte da indústria da cana-de-açúcar. O primeiro leva em consideração que, no Brasil, muitas usinas plantam em terras de terceiros e pagam o “aluguel” da área de acordo com duas variáveis: a quantidade de cana colhida e a análise qualitativa do produto, leia-se principalmente, o teor de açúcar. Nessa hora, o gestor de uma indústria sucroenergética precisa ter à mão um sistema tecnológico com dados precisos e passíveis de auditoria.

O HxGN AgrOn Rastreabilidade de Matéria-Prima cumpre esse papel. O produto foi desenvolvido pela divisão de Agricultura da Hexagon, referência global em soluções digitais. Trata-se de uma combinação de hardwares e softwares que são instalados nas colhedoras, nos transbordos e nas carretas dos caminhões que transportam a cana colhida para as usinas. Durante as operações no canavial, a solução faz a coleta dos dados máquina a máquina por meio de dispositivos de radiofrequência e Wi-Fi até chegar à usina. Um dos benefícios do AgrOn Rastreabilidade de Matéria-Prima é que ele registra a trajetória geográfica exata das colhedoras no canavial e, assim, torna possível a comprovação de que a matéria-prima que chegou à usina é a mesma que foi colhida naquela área específica. De quebra, o produto ainda permite saber qual foi a produtividade da área. É uma informação importante para que em outro momento, o gestor possa fazer a análise de seus processos de cultivo e planejar com eficácia o replantio do canavial.

A rastreabilidade da matéria-prima durante todo o processo de colheita e transporte também contribui de forma significativa para que a linha de produção da indústria sucroenergética funcione perfeitamente. O ideal é que, ao começar a moagem, a usina mantenha um ritmo constante, como em qualquer outra unidade fabril. Ou seja, o fluxo de chegada da matéria-prima deve garantir que a usina não pare por falta de cana-de-açúcar, tampouco não dê conta de processar toda colheita. Uma vantagem do AgrOn Rastreabilidade de Matéria-Prima é garantir que o gestor tenha controle sobre os processos sem precisar estar no campo. Ao rastrear a matéria-prima durante a colheita e o transporte até a usina, o produto da Hexagon dá ao gestor condições de saber tudo o que está ocorrendo no canavial e, assim, tomar decisões baseadas em números, com mais agilidade e eficácia. Entre elas, ajustar a taxa de colheita para alcançar o estoque zero. Cana estocada perde qualidade proporcionalmente ao tempo que espera o processamento.

Mas o principal diferencial do AgrOn Rastreabilidade de Matéria-Prima é a garantia de conectividade. Sem conexões 3G ou 4G, o campo exige cada vez mais soluções que driblam a ausência ou a falta de confiabilidade da infraestrutura de banda larga no meio rural. O produto da Hexagon faz a conexão por meio de um sistema de dispositivos (Taggers) que permitem a transferência de dados máquina a máquina (Wi-Fi) ou utilizando dispositivos de radiofrequência (RFID), semelhantes ao sistema “sem-parar” dos pedágios.

A utilização do AgrOn Rastreabilidade de Matéria-Prima se dá em todas as etapas. Na primeira, a colhedora é emparelhada ao transbordo e, por meio de uma conexão própria (utilizando os Taggers ou RFID) envia os dados capturados durante a colheita para o transbordo. Na segunda, o transbordo transfere, também por meio desta conexão, os dados para a carreta que vai levar a produção para a usina. A diferença é que o RFID apenas lê as informações, enquanto o dispositivo Tagger de Wi-Fi grava os dados, um sistema inédito.

Na carreta, o produto passa a ser rastreado durante todo o processo de transporte para a usina. Na última etapa, a entrega da matéria-prima, os caminhões chegam na indústria e as informações dos Taggers de cada carreta são transmitidas para o software de recepção. Essas informações de campo são armazenadas e contabilizadas nos sistemas de gestão e controle da empresa. Com todas as informações coletadas, o sistema faz uma entrega conjunta e atrelada tanto aos sistemas de gestão (ERPs) agrícola quanto industrial. O AgrOn Rastreabilidade de Matéria-Prima faz o rastreamento automatizado da matéria-prima durante todo o seu percurso, da origem no campo até chegar à indústria. Desta forma, ele dispensa o uso de apontamentos manuais e de etiquetas de identificação. Entre os benefícios, reduz a intervenção humana, aumenta a precisão dos dados de produção, melhora a qualidade das operações e dá mais agilidade na logística de transporte. São fatores importantes para fazer a gestão eficiente do negócio e aumentar os índices de produtividade.

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