Três motivos para apostar na sincronia de operações no agronegócio

Sincronização das atividades reduz ao máximo o tempo de ociosidade das máquinas no campo, gerando menos custos e mais lucratividade.

11 janeiro 2022

Imagine que, após a colhedora encher um transbordo, o equipamento se encaminha para ser esvaziado, mas não há nenhum caminhão disponível. Por conta disso, a máquina precisa interromper sua operação e aguardar até a chegada do transporte da matéria-prima. O resultado: ociosidade, atrasos e desperdício de tempo e de recursos. Esse problema, porém, pode ser solucionado com o apoio de tecnologias que garantem a sincronização das operações, melhorando o desempenho e os resultados de todos os envolvidos na cadeia de produção.

“Em qualquer sistema produtivo, cada processo depende e impacta nos demais, e isso não é diferente no agronegócio. No entanto, as operações agrícolas envolvem uma rotina de atividades e de comunicação bastante complexa. Quando não há padronização e automatização dos processos, é muito difícil conseguir manter a sincronia entre as etapas de trabalho”, explica Bernardo de Castro, presidente da divisão de Agricultura da Hexagon — empresa que desenvolve e fornece tecnologias agrícolas e florestais.

Hoje, porém, as soluções digitais disponibilizadas no mercado facilitam o gerenciamento de recursos e processos de forma muito mais controlada, garantindo que não haja lacunas e paradas, mas sim continuidade dos trabalhos a partir da sincronização automatizada das atividades. Confira três razões para investir na sincronização de operações no agronegócio:

1. Aumento da eficiência

Um dos benefícios mais notáveis da sincronia entre operações é o aumento da produtividade, considerando que há uma prevenção de interrupções e as equipes e equipamentos passam a trabalhar de forma muito mais alinhada.

A sincronização das operações de colheita com as atividades de transporte é um dos exemplos que podem ser destacados. Softwares desenvolvidos para solucionar esse desafio avaliam questões como o número e a velocidade de colhedoras trabalhando no campo, o ritmo da colheita, a disponibilidade de caminhões e o horário de trabalho dos motoristas, e, a partir disso, sincronizam máquinas e caminhões para que não haja desperdício de tempo.

“Na Hexagon, por exemplo, temos o HxGN AgrOn Otimização de Transporte, que funciona por meio de um algoritmo inteligente, analisando dados e despachando os caminhões nas melhores rotas para que cheguem na frente de trabalho na hora ideal. Isto é: nem atrasado, pois isso faria com que as colhedoras precisassem parar o corte para aguardar o esvaziamento dos transbordos, e nem antes da matéria-prima estar disponível para ser carregada, pois isso significaria ficar parado esperando por ela”, explica Bernardo. Ao mesmo tempo em que maximiza a capacidade de transporte, a ferramenta reduz o tempo ocioso dos recursos de colheita, possibilitando o máximo de eficiência na operação.

2. Redução de gastos e desperdícios

Com uma boa otimização de processos, a sincronização reduz gastos e desperdícios — o que, indiretamente, também colabora com a diminuição do impacto ambiental das atividades agrícolas. A sincronização das máquinas com os caminhões que irão transportar a matéria-prima, por exemplo, reduz o gasto com combustível e pode até diminuir o número de máquinas e/ou caminhões necessários para a realização da logística da operação.

Outra atividade que pode ser citada é utilizada no mercado sucroenergético, no qual o Brasil ocupa posição de destaque: a sincronização entre o ritmo de corte de cana-de-açúcar das colhedoras e a movimentação dos transbordos.

“O sistema HxGN AgrOn Alocação Dinâmica de Transbordo prevê quando o transbordo em uso atingirá seu limite e, a partir disso, chama de forma automática e otimizada um novo trator. O transbordo cheio, por sua vez, vai descarregar a matéria-prima no caminhão de transporte e retomar a fila para atender as colhedoras em ação”, aponta o presidente da divisão de agricultura da Hexagon. A sincronização é feita por meio de comunicação máquina a máquina (M2M) entre frente de trabalho e fila de transbordo.

Segundo Bernardo, esse tipo de tecnologia impede que a colhedora interrompa o corte da cana-de-açúcar e reduz o tempo de espera por um novo transbordo para continuidade da operação. Com isso, há registros de redução de até 20% no número de transbordos necessários em uma safra.

3. Mitigação de riscos

Atualmente, é possível fazer um controle remoto e centralizado de operações que estão acontecendo no campo a partir da transferência de informações dos computadores de bordo das máquinas agrícolas para a nuvem por meio de canais de comunicação 3G, 4G, Wi-Fi ou satelitais.

Esse monitoramento é o que garante a sincronização das atividades, já que ele permite o gerenciamento rápido de eventuais ocorrências, como paradas de equipamentos. Isso assegura que a matéria-prima seja entregue para o seu destino final dentro do período programado, o que evita possíveis atrasos ou paradas da indústria.

No caso do uso da tecnologia que sincroniza colhedoras e transbordos, também há redução do risco de acidentes por colisões entre os veículos — estes são muito mais comuns em operações manuais, que ficam dependentes da experiência dos operadores e à mercê de falhas de comunicação.

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